Atençao amigos budistas e afins. Deu no Portal Terra que um adolescente que muitos nepaleses acreditam ser a reencarnação de Buda reapareceu ontem depois de ficar mais de um ano recluso na selva. Ram Bahadur Bamjan, 18 anos, atraiu milhares de devotos a Nijgadh, localizada a cerca de 160 km da capital Katmandu. Ao ouvir a notícia, os seguidores de Bam, alguns vindos da Índia, viajaram ao local do seu reaparecimento ontem, segundo autoridades policiais. O cidadao ficou sentado por meses, sem se mover e com os olhos fechados entre as raízes de árvores. Alegrai-vos! O ano de 2008 vai ser conhecido pelo principio da morte do Neoliberalismo, a ascençao de uma nova ordem mundial, um negro campeao da formula 1 e outro Presidente dos EUA, além da descoberta do pré-sal no Brasil. Depois desse ano, é preciso ser muito ateu pra nao acreditar em milagres! Agora, a parte hilária da noticia é quando a matéria faz referência a que "ainda não há declarações oficiais das autoridades budistas sobre a possível reencarnação." Agora pronto, precisa de declaraçao oficial até pra ser Buda! hahahahah!!!! Eu digo uma coisa, se esse cara nao é o Buda, eu sou Napoleao Bonaparte e vou invadir a Espanha desde Portugal. Eu mesmo já estou arrumando minhas malas e tomando o primeiro aviao em direçao ao Nepal. Ooooom...
Nao tardou uma semana em Portugal e, pela primeira vez em três anos morando na Europa, fui vítima da xenofobia que se alastra neste velho continente. E o mais triste é que aconteceu aqui, em Portugal, nossos antigos colonizadores e o povo mais parecido a Brasileiro que se pode encontrar por essas bandas. Além do fato isolado, chamou-me a atençao de como a noite se desenvolveu, pelo que lhes conto.
Pois bem, estávamos eu, minha noiva e duas amigas pelas noites de Lisboa. Fomos ver um show de jazz no Catacumba, Bairro Alto. Lá, as coisas estao complicadas. Oferece-se droga no Bairro Alto como quem se vende sanduiche:
-"raxixe, coca?"
- "Nao, hoje nao".
Na outra esquina, a mesma pergunta. E os "caras" estao na área. A polícia, nao. O negócio é dar uma de malandro e fingir que é doidao pra nao ser assaltado. Depois fomos ao Baixo Chiado, onde uma de nossas amigas tinah dito qe havia um ótimo bar pra dançar, o Jamaica.
No caminho, uma multidao de jovens bêbados e drogados, o que se vê em todas as cidades europeias, com mais ou menos intensidade. Ok! Sem problemas... Até que um jovenzinho aparece com um dos dentes da frente faltando, encosta no braço de uma de minhas amigas e pergunta:
- Do you speak English? - chapadaço.
- Yes, do you?
- Off course! I am Scotish! I have just fought a guy over there, you know, and lost this tooth! How am I without it? Am I handsome? - pergunta com o dedo apontando o vazio, que por sinal se via que já tinha, e nao foi da briga. Eu fico quieto, olhando a cara do sujeito.
- Yeah, it is not bad at all. Don´t worry - responde minha amiga. O cara insiste. Mostra o dente (ou a falta dele), pergunta de novo, fazendo caras e bocas. Até que dá um grito ensurdecedor e sai andando.
- "Get out of my way!!!"
Saimos, claro. E ele foi até um outro grupo tentar a briga que estava tentando comprar. Seguimos pra o tal Jamaica. Fila enorme (ou bicha, se preferir). As meninas impacientes. Fazer xixi? Ok. Vimos um barzinho do outro lado da esquina, um tal de Liverpool.
Entramos. Sem ser específico, parecia um zoológico. Tinha de tudo pra quem quisesse e até uma das madames da noite chegou me oferecendo seus serviços enquanto as meninas estavam no lavabo. Também chegou a mulher do bar, duas vezes, perguntando o que eu queria. Disse que nada e continuei sentado. Foi ai que as meninas sairam. Pedi pra sairmos logo que o negócio era de cafetao pra cima.
Quando estavamos saindo do "bar", do nada surgiu um portuguê, deu-me um "sai-pra-lá" e, com o acento carcterístico, disse:
- Está a bancar o espertinho aqui?!
Perdi a noçao do perigo, empurrei de volta o bruto e armei pra cima do gajo:
- E o que é que vais fazer? Hein?!
"Fechou geral", pensei. Se aproximam uns caras. Eu, a tempo: "se nao saiu agora daqui perco a noite ou coisa pior". Fui saindo de pouquinho, um olho no cara e outro na saida. Foi quando ouvi uma voz junto com um dedo apontado:
- Saia daqui! Porque nao volta pro seu país?! Vá embora daqui!
Chocados, brasileiros, checos, portugueses e venezuelanos (sim, eram quatro as nacionalidades naquela noite), fomos dançar no Jamaica, que realmente tem excelente música.
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Isso estava no Blog do Juca Kfouri, que eu leio diariamente. Incríve como o logotipo das olimpíadas foi criado. Esses chineses sao realmente criativos!
Estava eu em um bar tomando umas e outras com um amigo, falando sobre as coisas de sempre: futebol, mulher e política. Até que entramos no tema democracia e eleiçoes:
- "Porra, esse negócio de ter que votar é uma coisa injusta. Você vota em fulano nao porque confia no cara, mas porque ele é o menos ruim", disse meu amigo.
- "Vai lá e vota em branco ou nulo, cara!"
- "Sabe o que eu tava pensando? Que a melhor coisa sería poder votar em negativo", replicou.
- "Como assim em negativo?", nao entendia seu amigo aqui.
- "Poder tirar votos do cara que você nao quer que ganhe de jeito nenhum."
- "E nao dá no mesmo?", dei de ombros.
- "Claro que nao! Veja bem: o cara que ganharía podería até ganhar, ser ruim também, etc., mas nao iria sair por aí dizendo que ganhou com nao sei quantos mil ou milhoes de votos.!
- !Caramba! que idéia sensacional! O camarada diria que ganhou por menos 30 votos!! (risos)
- Isso sim sería democrático e acabaríamos com o ego desses caras!
Fica aqui a sugestao: alguém pode apresentar a emenda constitucional, por favor?
Passeando na rede, vi um trabalho super interessante no New York Times sobre a tao esperada - por todos - eleiçoes norte-americanas. Quem se interessa em saber quem apoia quem, click aqui
Eu já sei que política e futebol nao se discute, mas essa história dos cartoes corporativos do governo é interessante. Esse novo epsódio tem duas facetas claras: divulga com clareza como pagamos as mordomias dos donos do poder e, ao mesmo tempo, serve de mais um instrumento da oposiçao para tentar enfraquecer o governo.
Ora, nao está aquí em questao se a divulgaçao dos dados dos cartoes do governo fere o direito ao sigilo bancário. Isto está claro. Mas já que a informaçao está aí escancarada, o que nos deve interessar é como o governo e seus ministros utilizam o dinheiro público. Mais ainda: o que nos deve interessar é porque somente agora esses dados vieram à tona? E os dados dos governos passados? E os vários escândalos que caíram nessa aminésia social em que vivemos, como o caso da venda criminosa das empresas públicas na era FHC?
O Brasil se acostumou a viver de escândalos pontuais, friamente calculados por interesses escusos, e muitas vezes forjados por uma imprensa suspeita. A mao que hoje aponta é a mesma que amanha comete os mesmos equívocos. As instituiçoes brasileiras ainda nao sao tao fortes como desejamos, e muitas vezes servem aos mesmo interesses. Nossa democracia ainda é capenga, e os que hoje juram que têm honra e correiçao, amanha fecham os olhos à robalheira e ao jogo sujo da política – quando nao se beneficiam diretamente dela. E segue o barco....
Na nossa eterna luta por um pais decente e uma democracia real, fica uma certeza: como é bom – e sujo – o Poder.
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Bono, lead singer of the rock band U2, is famous throughout the entertainment industry for being more than just a little self-righteous. At a recent U2 concert in Glasgow, Scotland, he asked the audience for total quiet.
Then, in the silence, he started to slowly clap his hands, once every few seconds. Holding the audience in total silence, he said into the microphone, 'Every time I clap my hands, a child in Africa dies.' A voice with a broad Scottish accent from the front of the crowd pierced the quiet: 'Well, foockin stop doin it then, ye evil bastard!"
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